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quarta-feira, 18 de abril de 2012

[ENTREVISTA]: Fernando Tampa (vocalista, Vultures)


1) E ai moçada, tudo tranquilo? Como é de praxe nas entrevistas aqui do blog, apresentem a banda para aqueles que ainda não a conhecem!
Dae beleza! A Vultures faz um som bem pegado , punk hardcore, com letras que mostram nossa revolta sobre tudo aquilo que nos encomoda e é formada por, Fernando Tampa no vocal, Tiarles no baixo, Verme na batera, Bisol na guitarra e Bruno na outra guitarra.

2) Quem criou a Vultures e como/quando surgiu o nascimento da banda?
Quem criou a Vultures foi o Tiarles e o Verme la em 2005 e era formada por, Verme no vocal(hahaha), Tiarles no baixo, Fernando na guita e Dudu na batera mas isso durou apenas um ensaio dai o Dudu saiu e o verme foi pra batera, depois disso já em 2006 o Bisol entrou no lugar do Fernando na guita e o Tiarles assumiu os vocais e ai então virou o power trio que em 2007 lançou o cd Nossa Realidade, em 2008 tudo se acabou , e em 2011 voltamos jah comigonos vocais (Fernando Tampa). Com a saída , então, do Bisol chamamos o Bruno pra guita mas logo depois o Bisol voltou pra banda e hoje somos um quinteto, com um som bem mais pesado.

3) A Vultures esteve um tempo parada, mas voltou com uma nova formação - que inclui o vocalista Fernando "Tampa". O som da banda sofreu uma mudança, correto? Qual a atual direção musical da Vultures e quais são os componentes dessa nova formação?
Com certeza sofreu mudanças! Antes o som era bem influenciado por bandas dos anos 80 como Cólera e Olho Seco, agora temos uma pegada mais hardcore e até um lado metal e os componentes acabei de citar na pergunta anterior.

4) Quais as influencias musicais de vocês para essa nova proposta da banda?
Cara, cada um de nós tem influencias bem diferentes, o Tiarles e o Verme tem influencias mais punks, como Cólera, Olho Seco, Ratos de Porão..., o Bisol já tem influências mais variadas, alem dessas ele curte uns metalcore também, o Bruno curte bastante Rage Against The Machine, RHCP,... e eu já tenho muitas influências desde o clássico rock and roll passando pelo reggae, rap, death metal e suas vertentes, mas num todo cara, nós curtimos de tudo um pouco e não nos baseamos na influencia de um ou de outro pra fazer nosso som, misturamos tudo e da nisso ai, hahahahaha...

5) Os fãs da banda tem uma certa dificuldade em achar materiais na internet (recentemente vi que vocês postaram alguns videos de ensaio no Youtube). A Vultures tem algum material gravado (dessa ou da antiga formação)? Se não, quando planejam lançar um full-leight?
Temos um CD da antiga formação de 2007, "Nossa Realidade", e está nos planos lançar um cd até o fim do ano com esse novo formato da banda.

6) Como uma banda que esteve um período em hiatus e agora retorna, ha dificuldades em se integrar novamente no circuito underground da cidade? Quais os principais obstáculos que vocês vem, hoje, na cena sapucaiense, como um todo?
A principal dificuldade em se integrar no circuito underground sapucaiense é que ele não existe, por falta de espaços pra tocar, enfim, a cena de Sapucaia não existe ha muito tempo e dificilmente se erguerá como já foi um dia, por falta de interesse geral, e eu até acho que é bem charope esse lance de cena sapucaiense e tal tem que haver uma cena entre todas as cidades da região e não de uma só.

7) Quais musicas os fãs mais gostam e que não podem faltar num set-list ao vivo da Vultures?
"Mc Merda" é o maior sucesso, hahahahahahahaaa, mas tocamos todas as nossas musicas, até porque só tem essas , hahahahahahahahaaa...

8) De onde vocês tiram inspiração para as letras? Ha alguém especifico que as escreve ou toda a banda trabalha junto nisso?
Cara, as nossas letras falam de tudo o que nos revolta no mundo em que vivemos, politica, natureza, etc... eu e o Tiarles somos os principais compositores mas tem letras do Bisol tbm, mas as músicas são feitas sempre todo mundo junto e tal.

9) Vou tocar num assunto delicado aqui. Vocês curtem rap, certo? Rola algum preconceito da galera por causa disso? E, por acaso, vocês tem a intenção de, algum dia, fazerem um projeto paralelo, com essa proposta?
Não entendi o porque que é delicado, mas, nós curtimos rap sim e não rola preconceito de ninguém não, até porque todos os nossos amigos curtem rap também ou curtem bandas com forte influencia de rap (hip hop) como o Rage Against The Machine, Cypress Hill, Planet Hemp, Ultramen,...enfim cara. E o rap assim como o hardcore e o punk falam da nossa revolta com as coisas que não nos agradam, então, curtimos rap sim cara e é a primeira vez que escuto uma coisa sobre preconceito a esse respeito, talvez você tem que rever seus conceitos, e além do mais cada um escuta aquilo que quer, naum curtimos ficar louvando ninguém ou cantando dorzinha de cotovelo e tal, nosso lance é botar o dedo na ferida.

10) Ok, na verdade, não tenho preconceitos. Só ouço rock e heavy metal (ok, blues e orquestra também), mas não rola preconceitos, pois tenho consciência que cada um escuta o que quer, e ate tenho amigos com grupos de pagode. Eu entendo e peço desculpas se a pergunta pareceu preconceituosa.

11) Que dicas vocês dão para as bandas que estão começando agora?
Cara, se vc gosta de tocar e tem amigos que também curtem isso, vão fazer barulho, mas por favor (e aqui é uma opinião só minha) vão tocar música de machão né, faz favor sem essas coisas de emo.

12) Muito obrigado por disponibilizarem um tempo para o blog Sapuka Underground! Boa sorte ai na caminhada e que a Vultures continue nos brindando com um ótimo som! Parabéns! O espaço abaixo é de vocês!
Valew ai pelo espaço, e desculpe se as respostas foram meio diretas mas somos assim mesmo, e continua ai na tua luta pela cena...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

[ENTREVISTA]: Jeison (vocalista, Imorale)


1) Tudo bem com você, Jeison? Apresente a Imorale pra galera que ainda não conhece o trabalho de vocês.
Oi. Nós somos Os Imorais.

2) Bom, vamos a uma dúvida que muita gente tem (inclusive eu)! Antes de ser batizada de Imorale, a banda já foi Redrum e Nunca Mais! (esta última com a qual vocês gravaram 2 álbuns). Afinal, o porquê de mudar o nome tantas vezes? E no que essas mudanças influenciaram na banda?
Cara, na real, é outra coisa. Redrum foi uma banda, acabou. Nunca Mais! foi outra banda, acabou. A Imorale, apesar de ser formada por 3 membros da NM! (ou 2 da Redrum), é outra banda. Músicas novas, letras com outra proposta, outro som...

3) O 1º álbum da Imorale esta prometido para Maio. Já tem algum titulo escolhido? Em que fase ele esta agora, e onde vocês o estão produzindo?
Estamos gravando esse disco ainda. Baterias prontas, no momento são as guitarras. Serão 10 belas canções pra ouvir em momentos românticos com seus pares ou pra limpar a casa. Até maio deve sair um EP promo com 3 músicas, pra divulgar pra selos e tudo mais. De um jeito ou de outro, vamos lançar o full prensadinho, bonitinho, originalzinho. Seja com ajuda da galera, seja com nós nos virando em mil.

4) O que podemos esperar desse álbum? Alguma diferença em relação aos trabalhos anteriores com a Nunca Mais? Assisti a alguns vídeos e percebi que o som está mais extremo!
É totalmente diferente o lance. As letras são bem pessoais, o som cada dia mais sujo e agressivo... Rá! E tudo saindo naturalmente, sem forçar nada. Quando acabou a NM!, nós não queríamos parar. Então falei com o Marcus pra ver se ele tava a fim de fazer um som. Desde o primeiro ensaio nós só ficamos com coisas nossas, novas. O plano nunca foi nos basear em tocar cover, nem pra começar. Tanto que só depois de 2 anos que inventamos de tocar algum. Sempre saiu do nosso jeito o som, misturando tudo o que cada um é e escuta. O que importa é que ta funcionando.

5) Outra mudança que percebi é o seu vocal, que parece mais puxado para o gutural, do que o scream - correto? Quais as suas influencias?
Ah, eu grito conforme a letra. Haha. O que sai relacionado com tal trecho, acho que é mais influenciado pelo que escrevi do que por qualquer outra coisa. Na real nunca nem tinha parado pra pensar nisso, mas pra mim faz sentido. Mas citando nomes, fico com Phillip Anselmo (Down, Pantera, Superjoint Ritual), Tom Waits, Bob Dylan, Giulio the Bastard (Cripple Bastards), Ian Curtis (Joy Division), Morrissey, Nick Cave, Mike Muir (Suicidal Tendencies)... a lista seria grande. Alguns podem não ter nada a ver com o som, mas a influência é gigante. É muito além de uma simples voz.

6) Conquistar seu lugar no meio underground não é tarefa fácil, mas pelo que percebo, a Imorale já tem seu nome bem conhecido na cena sapucaiense. Nesses 2 anos de atividade, qual foi o show que mais marcou vocês ate aqui?
Olha, não fizemos taaantos shows nesses dois anos. Durante um bom tempo ficamos só ensaiando, tanto em casa quanto em estúdio. Por isso digo que todos os shows foram foda. Nunca tem algum que não gostamos de fazer. É tão bom tocar no Morrostock, com bandas clássicas do punk nacional, quanto com todos os grandes amigos e bandas no Entre Bar.

7) Que dicas você da para as bandas que estão começando?
A internet não é o mundo real.

8) Valeu Jeison! O espaço abaixo é seu.
Vão a shows e escutem Black Sabbath. Ou não façam nada disso, mas não reclamem que a vida é difícil. Valeu Ismael, força aí no blog. Ta sendo de grande ajuda teu trabalho.
Então, pra acompanhar o conjunto, seguem os links:

facebook.com/imoraleofficial
youtube.com/imorale

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ENTREVISTA: Fabio Binho (baterista - Psicose)



1) E ai, Binho, beleza? Então, apresente pra galera que (ainda?) não conhece, a Psicose. Quando surgiu e com quem, o que vocês tocam, e qual a formação atual?
E ai Ismael beleza...Cara, a Psicose é vocal (Glauber), baixo(Rossano), guitarras(Aldonei e Allan) e bateria(Binho).A Psicose tem 15 anos e começou com essa formação só que quem tocava baixo era o Allan o Rossano entrou depois,nos sempre tocamos hard core.

2) Em 15 anos de Psicose, vocês tem algum registro gravado? Onde é possível adquirir?
A Psicose tem uma participação na Coletania Cigana do Rock que foi vendida pelas bandas que participaram e algumas lojas de musicas, e tem algumas demos mas não foram vendidas.

3) Como iniciou a sua historia na cena? Quais suas principais influencias (na bateria)?
Eu comecei com 12 anos a ir nos circuito de rock que tinha em Sapucaia, e comecei a aprender bateria,minhas influencias , cara eu curto um monte de baterista e de varios estilos mas a minha influencia pra toca HC é o Boca do R.D.P.

4) Como dito antes, são 15 anos de Psicose. Quais as melhores lembranças que você tem de shows com a banda?
Cara tem muita coisa boa pra fala,muitas lembranças,mas eu acho que o show que a galera mais lembra da psicose foi um show no Comercial que fico marcado na cena como um show inesquecivel.

5) Quais, na sua opinião, são as musicas preferidas da galera?
Cara as mais conhecidas são "Raça Humana" e "Adrenalina", que a galera mais canta nos shows, mas tem "Violência dia apos dia" e outras que a galera curte bastante.

6) De que tratam as letras, e quem as escreve?
As letras são protestos contra tudo de errado que tem por ai, e parece que ninguem quer ver, a Psicose fala de coisas serias e quem escreve as letras são todos da banda.

7) Você já tocou em outras bandas, certo?
Ja toquei sim,uma delas a THC que tinha um nome bem forte na cena de Sapucaia,mas ja toquei ate uns metal mas a psicose sempre foi a prioridade

8) A Psicose esteve parada um tempo. A galera sentiu falta. Como foi voltar, apos esse hiatus, durante o 1º IGUALDADE HC?
Na verdade a Psicose, como todas as bandas, tem suas dificuldades, mas é uma banda bem focada e sempre volta e foi muito legal pra nos ter tocado no IGUALDADE HC.

9) Quais os planos para o futuro, com esse retorno?
Agora a banda ta com muito mais vontade de tocar e com algumas coisas encaminhadas,em breve todos terão noticias.

10) Como você compara a cena sapucaiense antes e agora? O que mudou? Houve alguma evolução? O que falta para as bandas daqui terem o devido espaço?
Pra fala a verdade antigamente tinha bem mais shows, mais bandas, mais gente. Eu acho que falta mais união da galera.

11) Como alguém experiente na cena, que dicas você da para as bandas que estão começando?
Bah cara, é complicado, mas eu acho que não da pra desistir e tentar fazer de tudo pela musica.

12) Binho, muito obrigado pela participação! Força ai pra Psicose e continuem firmes na luta! O espaço abaixo é seu!
Valeu ai, e vamos la HARD CORE na mente.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ENTREVISTA: Agnaldo Corrêa (baixista - Raise Your Head)


1) E ai, Agnaldo. Tudo na boa? Pra começar essa entrevista, se apresente pra galera que (ainda) não conhece a RYH.

Bom. Sou o Agnaldo, toco na Raise Your Head desde 23 de Dezembro de 2007 que foi quando a banda foi formada com o Verme na batera, o Apolinario na Guitarra, o Marquinhos na voz e eu no baixo.

2) Muito bem. Conte-nos como surgiu a Raise Your Head. Para quem ainda não sabe (eu não sabia rsrs), antes a RYH se chamava Caixa Di Prego. Como surgiu a banda? Por que ela mudou de nome, e quais os integrantes da antiga formação e atual?

A caixa de prego tinha um repertorio diferente e pregava coisas diferentes. Tipo, ela não era tão agressiva. A agressividade veio com a entrada do Marquinhos que deu a idéia de fazermos um som mais “pegado” com base em influencias como Mukeka di rato, ratos de porão e outras do gênero.
Isso fez o som virar 90° por que antes nos tocávamos (Apolinario, Verme e eu) Rancid cólera e outras coisas mais calmas e por causa destas mudanças o nome “caixa de prego” não se encaixou mais.

3) Vocês já lançaram 2 CD's independentes, "Curtindo Curtas Cancões" e "Desconforto". Fale-nos um pouco sobre cada um deles.

O Curtindo curtas canções nos rendeu muitas conquistas como o programa radar e o morrostock e também emplacou as musicas Nunca sozinho e Curtindo curtas canções.
O segundo foi bem recebido com a musica Beco da escuridão, porem, pegou uma época em que todos estávamos mudando de rotina, começando faculdade e técnico e tal. O ano de 2010 foi praticamente um ano de férias para a RYH fizemos poucos shows e poucos ensaios.

4) De que tratam as letras da RYH?

Como o nome da banda é Raise Your Head que quer dizer “levante sua cabeça” e é sobre isso que a banda fala.

5) Ha alguma previsão para o próximo material?

Não há previsão de lançamento de um novo

6) Quantos shows a RYH costuma fazer, em media, por ano? E quais você lembra que mais te marcaram?

Quantos a gente faz por ano eu nunca parei pra contar e os shows que mais me marcaram foram os com o mukeka e a primeira vez que eu ouvi a galera cantando junto com o Marquinhos. É uma sensação indescritível.

7) Ainda ha alguma dificuldade para bandas undergrounds como RYH acharem o seu espaço, principalmente na região da Grande Porto Alegre? Quais dicas você da para as bandas que estão começando agora?

Há a dificuldade no começo, para entrar no circuito, mas a grande dica é: Vá a shows, converse com as bandas, organize eventos, nunca (se possível), toque e vá embora. Apóie as outras bandas. A sua não é melhor que a deles e a deles não é melhor que a sua. Dentro do anderground estamos sempre em busca de apoio e espaço.

8) Recentemente, vocês perderam o guitarrista Matheus Apolinario, que decidiu dedicar-se apenas a sua outra banda, Imorale (ex-Nunca Mais). Voces já encontraram um novo guitarrista? Se sim, quem é ele?

Estamos testando um novo guitarrista mais ainda não podemos divulgar

9) Quais suas bandas favoritas e quais suas influencias no contra-baixo?

Eu sou na RYH o que gosta do som mais agressivo. Gosto de Slipknot, Pantera, As I lay dying, e curto umas coisas mais calmas de vez em quando tipo Eterna e The Flanders.
Minhas principais influencias no baixo são o Matt Freeman do Rancid, o Flea do Red Hot, alem do Geezer Butler do Black Sabbath.

10) Soube que você esta criando um projeto pararelo. Pode nos contar mais sobre isso?

É a FraTello Sole, banda de HC cristão vinculado a renovação carismática católica. Que esta dando seus primeiros passos para provar que o rock e a igreja podem coexistir sem guerra. Apenas respeitando um o espaço do outro. Tipo, não quer ser cristão, não seja mas me respeite assim como eu como carne e não fico pregando o antivegan por ai

11) Você é um cara que lê bastante e tem uma visão cultural bem interessante. Do seu ponto de vista, o que falta para as bandas independentes hoje?

Cara. Sendo bem sincero. Falta receberem o respeito que merecem. As bandas que conheço e com as quais convivo são ótimas e bem concisas no conteúdo de suas letras e arranjos, só que vivemos em uma cidade onde só existe respeito a quem toca musica comercial, enquanto vemos as prefeituras vizinhas apoiarem o Grito do Rock e a BIL, Sapucaia só apóia o Mi Maior de Gavetão e a Guianuba da Canção Nativa e isso me entristece muito

12) Muito obrigado pela sua participação, Agnaldo. Estreando aqui a seção de entrevistas do blog Sapuka Underground. O espaço é seu! Grande abraço.

Eu que agradeço, e torço pra que você continue este trabalho por que cada novo espaço que uma banda underground recebe é comemorado e cada espaço perdido é triste.
E a todos que curtem a RYH um abraço de coração e nos vemos em breve.